Fundada em agosto de 2011 sob o nome de S Cosméticos do Bem, a agora batizada S do bem Biotecnologia passou por um processo de rebranding em 2026 para refletir a expansão de suas atividades.
O que nasceu como uma iniciativa voltada a soluções inovadoras na área de cosméticos completa 15 anos de história consolidada como uma empresa de base tecnológica de alto desempenho, com inserção recente também no setor farmacêutico.
A companhia campineira se especializou na criação de dermofitocosméticos multifuncionais e sustentáveis, formulados a partir de tecnologias de ponta e com capacidade de produção em larga escala. O grande diferencial reside na responsabilidade socioambiental, com destaque para formulações ricas em bioativos terapêuticos e com rigoroso compromisso com a saúde pública.
Empresa-filha da Unicamp e graduada desde 2020 pela Incubadora de Base Tecnológica (Incamp/Unicamp), a companhia construiu sua reputação participando ativamente de agendas e iniciativas articuladas por redes multissetoriais de fomento ao ecossistema de inovação, a exemplo da Coalizão pelo Impacto.
“Nosso relacionamento com a Coalização pelo Impacto teve início em fevereiro de 2023, a partir de um convite feito para que eu apresentasse o case da S do bem”, conta a fundadora e CEO da empresa, Soraya El Khatib, farmacêutica, com doutorado em Biologia Funcional e Molecular pela Unicamp, onde deu aula por mais de 20 anos.
“Participamos efetivamente por quase dois anos do programa da Coalizão, buscando levar oportunidades de trabalho com revenda de produtos nas comunidades. Infelizmente, tivemos dificuldades em continuar devido ao time enxuto”, explica Soraya. Mas, os frutos da parceria com esse sistema colaborativo ainda se desdobram em novas oportunidades e conexões estratégicas.
A aproximação com redes focadas em negócios de impacto socioambiental permitiu à empresa:
Visibilidade institucional: Exposição de suas tecnologias sustentáveis em palcos, vitrines e eventos de destaque do ecossistema de inovação, como a Campinas Innovation Week.
Conexão com investidores: Alinhamento com o ecossistema ESG, facilitando a captação de recursos. Atualmente, a empresa integra o grupo de 14% das empresas de base tecnológica da América Latina que já receberam aportes combinados de investimentos privados e públicos.
Validação científica e socioambiental: Reconhecimento de seu modelo por meio de premiações, como o prêmio de Impacto Socioambiental e o título de Empreendedora do Ano, ambos concedidos em 2021 pela Inova Unicamp e Unicamp Ventures, além de figurar no TOP 10 da 100 Open Startups no mesmo ano.
Sua base tecnológica foi estruturada com o suporte de gigantes do fomento à pesquisa, incluindo Fapesp, Finep, Instituto Senai de Inovação, Sebrae Nacional, e universidades como Unicamp, Unesp e Unifesp. No início de 2026, a S do bem foi selecionada para participar da Jornada Exportadora para os setores de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos no Paraguai e Equador, programa da ApexBrasil em parceria com o Sebrae.
Ciência verde e responsabilidade coletiva
A S do bem foi criada para desenvolver soluções inovadoras, inicialmente, na área de cosméticos. “Conseguimos fazer a extração dos ativos da planta Artemisia annua – que é a nossa matéria-prima para todos os produtos -, de uma forma limpa e sustentável, sem emissão de CO2”, revela Soraya. “Como eliminamos por completo o uso de solventes, conseguimos obter um complexo de bioativos puro, sem nenhum tipo de contaminação. Com isso, entregamos soluções para os cuidados da pele, com produtos desenvolvidos com matéria-prima de qualidade, sem poluir o meio ambiente e com resultados comprovados para o gerenciamento da saúde da pele.”
A partir da biotecnologia desenvolvida em parceria com a Unicamp, a S do bem criou seis produtos biotecnológicos.
“O mais recente é um repelente, que é o mais seguro do mercado nacional. Conseguimos reduzir significativamente a quantidade de icaridina (composto sintético derivado da pimenta) e chegamos na menor concentração do mercado nacional, que é de 2,75%, mantendo uma ação protetora contra picadas por seis horas e que não é absorvido pela pele.”
Matéria publicada originalmente por Diário Campineiro, página 8, edição de 12 a 18 de setembro de 2026

